Desrespeito e preconceito

Ontem no Jornal Nacional foi exibida uma reportagem onde o General Raymundo Nonato de Cerqueira Filho, indicado para ocupar uma vaga de ministro do Superior Tribunal Militar afirma que militares homossexuais não teriam condições de comandar tropas, dizendo que os militares não obedecem normalmente "indivíduos desse tipo".


É vergonhoso que no século XXI ainda convivamos com esse tipo de argumento. Na minha compreensão, um bom soldado tem que ser forte, inteligente, ter disciplina, respeito e postura ética no seu ambiente de trabalho. Desde quando a opção sexual do indivíduo influencia nessas outras características? Isso serve para ambos os sexos.

Em nota, a Ordem dos Advogados do Brasil lamentou que esse tipo de discriminação ainda exista nas Forças Armadas e disse que a defesa do país tem que ser feita por homens e mulheres preparados, independente da opção sexual de cada um (concordo em número, gênero e grau!).

Na União Europeia, 17 países admitem homossexuais militares. Mas dez (Bulgária, Chipre, Grécia, Hungria, Letônia, Malta, Polônia, Portugal, Romênia e Eslováquia) não aceitam.

Já nos Estados Unidos, quem se declara gay é proibido de entrar nas Forças Armadas. Mas, na semana passada, o presidente Barack Obama fez um discurso em que prometeu trabalhar para rever essa regra.

É bom mesmo...

2 comentários:

Anônimo disse...
5 de fevereiro de 2010 05:06

Ok, vamos lá: porque não existem mulheres nas infantarias e tropas de frente de batalha? Tirando as razões físicas como força e resistência, misturar os sexos poderia trazer distrações (inerentes à sexos opostos)desnecessárias à batalha e, assim, prejudicar a disciplina e o foco do combate. Com os homessexuais aconteceria a mesma coisa. Sem contar os demais constrangimentos como o banho e outras atividades coletivas das tropas com um homessexual no meio. Pra trabalhos administrativos (como as mulheres das forças armadas) concordo que não deva haver esses preconceitos, mas infantaria e tropas? Acho que seria distorção...

Mini disse...
5 de fevereiro de 2010 06:48

Ok, bom ponto de vista, amigo! Fico feliz que meu post faça esse brainstorming nas pessoas e apareçam diversas opiniões.
Será que durante o combate um soldado homossexual fique pensando: humm que gostoso fulaninho tá. Acho muito improvável. rsrs.
Além disso, independente da profissão e sexualidade as pessoas tem que se comportar de forma ética e profissional, não acha?
Beijooooos